Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Xbox One e o futuro das consolas

Anúncio oficial da Xbox One (21 de Maio de 2013)

O anúncio, ontem, da nova geração Xbox, suscitou as habituais reações da Internet – entre o hype, a desinformação e o “fanboyismo” pró e contra. Ou seja, mais ou menos aquilo a que assistimos após o anúncio da PS4, no passado dia 20 de Fevereiro…

Sobre o assunto, ocorrem-me algumas coisas, nem todas óbvias. Já lá vamos mas, entretanto, vale a pena começar por dizer que o dia de ontem foi tanto de “revelações” como de interrogações sem resposta.

A Microsoft criou uma FAQ onde são explicadas algumas coisas mas onde muitas ficam por esclarecer. Como garantir que a consola irá poder correr jogos usados mas sugerindo que haverá um “mas” – ou seja, a forma como isto poderá ser feito está ainda por explicar; ou afirmando que a consola não precisa de estar “sempre ligada à Internet” mas, ao mesmo tempo que “precisa” de ter essa ligação.

Outros pontos que não estão (ou não estavam, no momento em que escrevo isto) nesta FAQ foram entretanto esclarecidos, como o facto de o disco rígido da consola não ser amovível (o da Xbox 360 era), mas ser suportado armazenamento externo o que não só vai a dar ao mesmo como é ainda melhor, porque os discos da Xbox 360 eram (são) extremamente caros.

Três ecrãs e a cloud

Mas isto são peanuts. É giro para o pessoal se entreter mas é perfeitamente acessório. O que é então fundamental? O fundamental, quanto a mim, é perceber a forma como a Xbox One se integra na estratégia da Microsoft de “três ecrãs e a cloud” de que Ray Ozzie falou pela primeira vez faz precisamente este mês… quatro anos!

Ray Ozzie e a estratégia da Microsoft que agora começa a fazer sentido.

Nessa altura não era claro como é que a Microsoft pretendia implementar esta estratégia. A empresa não tinha ainda lançado o Windows Phone (seria apresentado no MWC em Fevereiro de 2010); a Xbox 360 era à data pouco mais do que “apenas” uma consola de jogos; o Windows 7 estava ainda um pouco longe (foi lançado a 22 de Julho de 2009 e disponibilizado ao público em geral no final de Outubro do mesmo ano); e a infraestrutura de cloud da Microsoft estava também ainda numa fase incipiente.

Fast Forward para Maio de 2013 e o que temos? Um sistema operativo (Windows 8) que está rapidamente a convergir para se tornar numa plataforma unificada e escalável capaz de servir diferentes classes de dispositivos (e de “ecrãs”) desde o pequeno telemóvel, ao tablet (categoria inexistente em 2009!), passando pelo PC mais tradicional e acabando… no televisor. E uma infraestrutura de cloud (quer ao nível do hardware, quer dos serviços que suporta) que ombreia com o que de melhor o mercado oferece.

A ironia é que quando a Xbox 360 surgiu, no final de 2005, a Microsoft posicionou-a firmemente como uma consola de jogos para jogadores. De resto, essa foi uma das razões encontradas para justificar a ausência de um leitor Blu-ray ou HD-DVD (este último, disponível apenas como opção) e posicionar o equipamento face à PS3 de uma Sony que, assumidamente, pretendia que a sua PlayStation fosse mais do que apenas uma consola de jogos.

Mas ao longo da carreira da Xbox 360, a Microsoft começou cada vez mais a reposicioná-la como sistema multimédia completo, acrescentando serviços e funcionalidades que a colocavam no centro da sala com o objetivo de servir mais do que os jogadores da família.

O futuro da nova geração

Quem tiver paciência para ver com a atenção a apresentação de ontem notará que houve muito mais espaço dedicado a explicar as funcionalidades da consola que não têm a ver com jogos e relativamente pouco no que diz respeito a jogos.

Creio que a explicação para isto tem um pouco a ver com o timing – a E3, onde a Microsoft irá certamente permitir aos jogadores o primeiro contacto real com a consola, está a pouco mais de duas semanas de distância – mas também com a própria filosofia da Xbox One. Se em 2009 a Microsoft fazia questão em dizer que tinha uma consola para os gamers, agora faz questão de afirmar a polivalência da nova proposta: continua a ser para gamers, mas é muito mais do que isso.

Aquilo que vi até agora – e que foi o que todos nós vimos ontem no vídeo de apresentação, pois não tenho qualquer inside information sobre isto – não permite tirar conclusões definitivas sobre se a Xbox One será vista como um compromisso por parte dos jogadores mais hardcore ou se, pelo contrário, será suficiente para agradar a todos.

Alguns dos pontos negativos, como é caso da Xbox One não correr jogos da Xbox 360, podem também ser vistos como positivos: significa que a consola não tem complexidade nem os custos adicionais para suportar uma funcionalidade que, passado uns meses, já ninguém se lembra – como aliás aconteceu com a geração corrente, em que a retro-compatibilidade começou por ser um argumento de venda e acabou por ser abandonada ao longo do tempo quer pela Sony, quer pela Microsoft.

Já outras vertentes do desenvolvimento da consola deixam imensas interrogações. Por exemplo, o facto de a cloud da Microsoft poder ser usada pelos programadores para correr algumas funcionalidades, libertando assim capacidade de processamento interna parece-me extremamente promissora, mas o mais certo é começarmos a ver essa possibilidade a ser explorada nos jogos de segunda geração e não nos que irão estar disponíveis no lançamento. Outro aspeto potencialmente interessante: se o sistema operativo da consola é na verdade uma versão do Windows 8, será curioso ver como (e se) isso será rentabilizado na criação de versões do mesmo jogo para PC e plataformas móveis.

Perguntas (ainda) sem resposta

Claro que no final, por muito que a Xbox One seja mais do que uma simples consola, será a sua capacidade de correr jogos de nova geração – e a disponibilidade de uma biblioteca de jogos apetecível – que selará o seu destino.

No entanto, tal como se viu na geração corrente, estas consolas (a Xbox One e a PS4) não estão numa corrida dos 100 metros, mas numa maratona. As vendas nos primeiros meses serão boas para fazer manchetes dos blogs mas não serão indicativas do sucesso a longo prazo da consola.

É preciso olhar para além do nome (irrelevante), da estética da consola (idem) ou até das suas especificações de hardware (ibidem) para encontrar o que irá ser importante no arranque comercial da Xbox One: que jogos estarão disponíveis no lançamento? Quanto irá custar? Como será a gestão dos jogos em 2.ª mão? Como funciona caso eu não tenha uma ligação à Internet?

Para quem está fora dos EUA há ainda mais questões, porque muitos dos serviços disponíveis para os utilizadores norte-americanos não são acessíveis para o resto do mundo – e certamente é esse o caso no que diz respeito aos consumidores portugueses.

Contudo, vou até mais longe: a esmagadora maioria dos serviços disponíveis na Xbox, incluindo os que estão disponíveis em todas as geografias, como o YouTube ou o Internet Explorer, só podem ser usados por quem pague uma assinatura Xbox Live Gold. E isto é muito difícil de engolir por quem quer que já tenha pago algumas centenas de euros numa consola.

Neste sentido, uma das ideias que têm sido avançadas (mas até agora não confirmadas) de que uma das formas de pagar a Xbox One poderá ser através de uma subscrição – um preço reduzido em troca de compromisso de assinatura do serviço Xbox Live Gold por um determinado período de tempo – parece-me que faria sentido.

Voltarei ao assunto após a E3 e quando a Microsoft tiver mais respostas para estas perguntas. Entretanto aqui fica o que gostei e não gostei sobre a Xbox One baseado no que vi ontem na apresentação.

Gostei
Da estética
Das especificações
Do novo Kinect e do facto de fazer parte da consola
Das possibilidades abertas pela cloud

Não gostei
Da ênfase em serviços que não sei se/quando estarão disponíveis em Portugal
De não ter ainda visto nada de especial em termos de jogos

Fico na dúvida
Preço/modalidades de compra
Jogos em segunda mão
Ligação à Internet

Leituras recomendadas:
http://www.wired.com/gadgetlab/2013/05/xbox-one/
http://winsupersite.com/xbox/xbox-one-preview
http://gizmodo.com/xbox-one-all-the-nerdy-details-you-dont-know-yet-509381624

Sábado, 16 de Março de 2013

Nokia Lumia 820: um Lumia 900 revisto e melhorado

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Quando no ano passado adquiri um Nokia Lumia 900 sabia já duas coisas: que até ao final de 2012 a Nokia iria lançar novos Lumia com Windows Phone 8; e que o meu Lumia 900 só poderia receber uma atualização para Windows Phone 7.8 e não para WP8.

Mas o smartphone que usava na altura estava a dar as últimas e, de qualquer forma, a nova geração Lumia iria demorar a chegar às lojas portuguesas. Na realidade, estou já a usar o meu Lumia 900 há cerca de 9 meses e só agora os novos Nokia com Windows Phone 8 começaram a ficar disponíveis nos diferentes operadores.

Inicialmente, hesitei um pouco entre o Lumia 800 e o 900, porque pensei que este último podia ser demasiado grande. Mas estou satisfeito pela opção. Contudo, acho que o Lumia 920 está claramente fora do tamanho que considero razoável num smartphone. De facto, olhando para os novos Nokia acho que o Lumia 820 é efetivamente a verdadeira atualização do 900 – apesar da referência numérica sugerir o contrário.

O Lumia 920 é o upgrade do 900 no mesmo sentido que um BMW Série 7 constitui um upgrade face a um Série 5. Mas eu gosto do Lumia 900, pelo que o que procuro – a prazo – é uma atualização dentro da mesma gama. E o Lumia 820 é como um novo BMW Série 5 face ao modelo do ano anterior.

Melhor, pior, diferente

Devo ao Luís Mateus, da CiGlobalmedia (agência que tem em Portugal a conta da Nokia) a oportunidade de testar o Lumia 820 durante cerca de duas semanas. Contactei-o no sentido de tentar acelerar a atualização do meu Lumia 900 para o Windows 7.8 e, palavra puxa palavra, acabou por me propor testar o 820, desafio que de imediato aceitei.

Usei o Lumia 820 como o meu telefone principal durante o tempo de teste. Configurei as contas de email, o acesso às redes sociais, instalei as aplicações. No final da experiência penso que fiquei como uma boa ideia sobre o que ganhei e perdi por não ter esperado pelo 820 e ter optado no Verão passado pelo 900.

O Nokia Lumia 820 tem um ecrã do mesmo tamanho e da mesma resolução do Lumia 900, pelo que a transição de um para o outro é feita de forma natural. Mas a abordagem ao design e construção são totalmente diferentes. Enquanto o Lumia 900 possui o famoso desenho unibody em policarbonato (que nesta nova gama apenas encontramos no Lumia 920), a Nokia optou por uma abordagem diferente no Lumia 820 (e nos restantes membros) que tem vantagens (muitas) e desvantagens (algumas).

Para começo de conversa, o corpo do Lumia 820 é marginalmente mais pequeno do que o do Lumia 900 – a largura é a mesma mas a altura é um pouco menor. Em vez da construção totalmente monolítica do seu antecessor, o Lumia 820 opta por um chassis capaz de receber diferentes tampas, as quais podem não apenas ter várias cores como até diferentes funcionalidades (uma delas integra a capacidade de carregar a bateria por indução, sem fios, como acontece de série no 920).

O facto de o telemóvel ter uma tampa oferece várias vantagens. A primeira é que em vez de termos de escolher à partida qual será a cor do nosso novo smartphone e não a podermos mudar, aqui é possível comprar numa cor mas mudá-la depois à nossa vontade.

Além disso, a tampa permite acesso à bateria amovível, o que é, para mim, algo de que sinto falta no Lumia 900: gosto de saber que posso trocar de bateria quando for necessário ou até trazer comigo uma bateria adicional caso seja preciso estar fora de uma tomada de corrente (ou porta USB) durante muito tempo. Sob a bateria encontramos também outra funcionalidade que considero uma clara vantagem não só sobre o Lumia 900 mas também sobre o 920: um leitor com suporte para cartões microSD até 64GB. Ou seja, apesar de o Lumia 820 ter “apenas” 8GB internos (face aos 16GB do Lumia 900 e dos 32GB do Lumia 920), estes podem ser expandidos até um total de… 72GB! O que é ideal para quem gosta de usar o telemóvel para tirar fotos e gravar vídeos (o que não é o meu caso) e/ou para ouvir música. (Um outro membro da família Lumia, o 720, conjuga um design unibody com leitor de cartões, embora não tenha bateria removível)

Por outro lado, as tampas da Nokia, uma vez colocadas no Lumia 820, não parecem… tampas. O telemóvel fica simplesmente com outra cor, nunca dando a ideia de que foi colocado algo a mais. A tampa fixa-se solidamente ao chassis e, apesar disso, pode ser removida com facilidade (apesar do que pode ter lido em contrário por aí).

Tudo isto são para mim vantagens. A (única) desvantagem? Reconheço que voltar novamente para o Lumia 900 é uma experiência táctil diferente. O 900 parece mais sólido, mais uma peça especial. Nesse sentido, o 820 é claramente mais convencional. Contudo, entre um e outro, optaria sem dúvida pelo 820 dadas todas as vantagens que referi.

Mais rápido

O Lumia 900 com Windows 7.8 é um telemóvel rápido, apesar de ter um processador single core a 1,4 GHz. O sistema operativo é rápido e fluído mas em algumas aplicações e jogos percebe-se que se houvesse maior capacidade de processamento não se perdia nada. Nesse sentido, o 820 está de facto um passo mais à frente, com 1 GB de RAM (512 MB no 900), processador dual core a 1,5 GHz e um sistema operativo (o Windows Phone 8) que dele tira partido.

Tudo é mais rápido e onde se nota sobretudo a diferença é no acesso à Internet e em algumas aplicações que requerem maior processamento gráfico. Apesar de o 820 poder tirar partido das redes 4G (o 900 é só compatível 3G), testei-o apenas sobre 3G e WiFi e a diferença é significativa. É difícil saber se a maior velocidade se deve ao sistema operativo, ao processador ou à nova versão do Internet Explorer, mas é irrelevante: o que é verdade é que é mais rápido.

O Windows Phone 8 oferece mais desempenho também em termos de maior capacidade multitarefa. Isto é algo que na maior parte dos casos não se nota mas, quando quando se nota, percebe-se a vantagem. É o caso do Nokia Drive (rebatizado Here), que agora nunca deixa de funcionar mesmo quando se recebe um telefonema. No caso do Windows Phone 7.x, quando se recebe uma chamada, o software de navegação continua a correr em segundo plano mas a sua operação é efetivamente suspensa; as instruções de navegação param e demora depois alguns segundos a retomar o seu funcionamento porque tem novamente de encontrar os satélites de posicionamento. No Lumia 820, o Nokia Here nunca deixa de funcionar, mesmo quando fica em segundo plano, pelo que a navegação nunca é interrompida.

Outras funcionalidades

O Nokia Lumia 820 tem, face ao Lumia 900, a vantagem do Windows Phone 8. Contudo, pelo menos para já, a diferença de funcionalidade não é muito diferente da que já tenho no Windows Phone 7.8. É verdade que existem muitas mais funcionalidades, mas não são funcionalidades que tenham muita importância para mim e para a forma como uso o smartphone.

No entanto, a prazo existem claramente vantagens em ter uma máquina com WP8 em vez de WP7.8, quanto mais não seja porque uma nova geração de aplicações irá tirar partido das capacidades adicionais da nova versão do sistema operativo e, pouco a pouco, quem ficou pela versão anterior irá sentir que está a perder o comboio para um novo mundo de apps que lhe está a passar ao lado.

Há outras vantagens no Nokia Lumia 820 face ao Lumia 900 que têm apenas a ver com o hardware, como é o caso da câmara. Mas como já escrevi a propósito do Lumia 900, a melhor câmara do melhor telemóvel dará sempre resultados inferiores à mais básica das câmaras compactas, pelo que esta é uma área que não me interessa particularmente.

Já outros pequenos tweaks de hardware parecem não ter tanta importância mas acabam de ser muito relevantes. É o caso da porta micro USB que passou do topo para a base, o que facilita a ligação do telemóvel a bases com conectividade e/ou capacidade de carregamento da bateria.

Conclusão

A vários níveis, o Nokia Lumia 820 é tudo o que eu gostava que o Nokia Lumia tivesse e não tem: suporte para redes 4G, leitor de cartões, bateria removível, fácil personalização, sistema operativo de nova geração. Só fica mesmo a perder em termos da construção, mas tenho de reconhecer que ou temos uma coisa ou outra – o que gosto na construção do Lumia 900 é precisamente o que o impede de ter bateria removível e poder ser facilmente personalizado! Portanto, ou temos uma coisa ou outra.

Para a forma como eu uso um telemóvel e tendo em consideração as funcionalidades a que dou mais importância, o Nokia Lumia 820 é claramente uma atualização para melhor do Lumia 900. Pertence à mesma gama, mas está bem mais à frente.

Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012

Windows 8 e o futuro táctil *

Acabo de escrever um livro sobre o Windows 8, o meu quarto livro sobre o Windows – o primeiro foi em 2001, sobre o Windows XP. O que posso partilhar convosco é que não foi uma experiência fácil.
Em circunstâncias normais, escrever um livro sobre um sistema operativo que uso todos os dias (sou utilizador do Windows desde a versão 1.0) não costuma ser difícil. Mas o Windows 8 é um caso diferente. Primeiro, porque não pude usar a minha máquina de trabalho normal; depois porque, ironicamente, quanto mais conhecemos o Windows, maior será o impacto e a sensação de estranheza que temos quando nos confrontamos pela primeira vez com o Windows 8. Não vou desperdiçar as próximas linhas especulando sobre o que será o ritmo da adopção do Windows 8, o futuro da Microsoft e como ambas as coisas estão (ou não) ligadas. A Web está cheia de artigos desses.
O que vos trago é a minha experiência de utilização do Windows 8 desde que saiu a primeira versão beta pública – há mais de um ano – e desde que tive acesso à versão final, em Agosto passado. E claro que vale sempre a pena recordar duas coisas: que isto é a minha opinião; e que a minha empresa tem a Microsoft como um dos clientes. Dito isto, vamos então ao que interessa.

Sempre que a Microsoft lança uma nova versão do Windows há uma pequena percentagem de pessoas (entre elas eu e, provavelmente, vocês) que vai a correr instalar a actualização no seu PC. Mas a maioria das pessoas toma apenas contacto com a nova versão no momento de comprar um novo computador. Ora, o Windows 8 é a primeira versão do Windows desde a 1.0 que, na maioria dos casos, não vale a pena usar para actualizar um PC antigo – a menos que esteja equipado com um ecrã táctil.
Isto porque, como já todos devem ter percebido, o Windows 8 é um sistema operativo com dupla personalidade, que suporta aplicações antigas numa interface (quase) igual à do Windows 7 mas concebido com base num conceito de interface completamente novo e que foi ensaiado inicialmente no Windows Phone 7. Enquanto o Windows 7 era um sistema operativo com um razoável suporte táctil mas tinha sido concebido a pensar sobretudo na utilização com rato e teclado, o Windows 8 é um sistema operativo pensado para utilização com ecrã táctil… e cuja utilização com rato e teclado requer aprendizagem a habituação.
A razão para isto é simples: a Microsoft quer ter uma mesma interface (e, de certa forma, até o mesmo sistema operativo) nos smartphones, nos tablets, nos computadores e até na televisão lá de casa (através da Xbox 360). E, para isso, tinha de reinventar o Windows.
Aquilo que eu senti com o Windows 8 é o que me parece ser a experiência da maioria dos chamados “power users”: o primeiro impacto causa uma tremenda estranheza e frustração. Contudo, à medida a que nos habituamos, tudo se torna mais natural e até mais rápido. Utilizadores menos habituados ao Windows tenderão a adoptar mais facilmente a nova interface do Windows 8, mesmo em equipamentos sem ecrã táctil – a facilidade com que a minha filha mais nova, que tem 9 anos, usa o Windows 8, é um bom exemplo disso.
De certa forma, lembra-me o que sucedeu há uns anos com o Office 2007 e a troca dos tradicionais menus pelo chamado “Friso”: os “power users” foram os que mais se queixaram porque quem tinha apenas um conhecimento superficial de utilização do Office descobriu que conseguia fazer muito mais com a nova Interface; e, passado algum tempo, já ninguém se queixava – nem mesmo os “power users”.
O que se está a passar com o Windows 8 é muito semelhante: as primeiras reviews (dos jornalistas e bloggers, na sua grande maioria “power users” de Windows) deixam transpirar a luta contra as novas convenções da interface e a frustração de descobrir que nada funciona como era suposto; mas o entusiasmo dos utilizadores comuns, que transparece em comentários nos fóruns e até nas inesperadas enchentes nas lojas para comprar tablets com Windows 8, deixa antever que a revolução da Microsoft afinal pode ter muito mais adeptos do que se esperava.
Pessoalmente, continuo céptico sobre as vantagens de usar o novo Windows numa máquina sem ecrã táctil com Windows 7. Mas a verdade é que o Windows 8 não é um sistema operativo para o passado e, em muitos casos, nem sequer para o presente: é o primeiro sistema operativo da Microsoft apontado certeiramente para o futuro.
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* Artigo publicado originalmente no i-Tech.

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012

Apple iPhone 5 Vs. Nokia Lumia 920

O dia 12 de Setembro de 2012 marca a data na qual a Apple apresentou um produto, com os habituais adjectivos de "revolucionário" que não é mais do que  toda a concorrência já tem no mercado desde há mais de um ano.
Quem pretende um smartphone de nova geração realmente inovador, terá de procurar noutro lado. Por exemplo, aqui:


Como usar o SkyDrive para sincronizar ficheiros *

O Skydrive é o serviço da Microsoft para armazenamento de dados na cloud. Existe já há bastante tempo, mas só em meados deste ano é que se tornou realmente interessante. Não porque não oferecesse mais espaço de armazenamento do que a concorrência (7 GB grátis e planos com preços bastante interessantes para comprar mais espaço) mas porque não era fácil tirar partido desse espaço.

Com o lançamento de aplicações para PC e Mac e, sobretudo, de apps para iOS, Windows Phone e, recentemente para Android, o Skydrive pode ser considerado como um dos melhores serviços deste tipo.

Disponível para download, o Skydrive vem também integrado no Windows Phone e no Windows 8, fornecendo uma forma simples e elegante de sincronização da informação entre dispositivos.

Quem já está habituado a serviços como o Dropbox, sabe como o Skydrive funciona: uma pasta especial é criada no nosso PC e tudo o que está dentro dessa pasta passa a estar também disponível online (via skydrive.com) podendo essa informação ser sincronizada noutras máquinas que usem o mesmo Windows Live ID.
 
E o Live Mesh?
 
O Skydrive permite não só armazenar como sincronizar dados através de diversos equipamentos. Acontece que a Microsoft já possuía uma outra aplicação, que fazia até parte do pacote Essentials até à versão 2011, chamada Live Mesh, que servia especificamente para a sincronização de dados e que, como tal, funcionava bem melhor (mas que tinha, e tem, a limitação de sincronizar apenas até 5 GB de dados).

Ao contrário do Skydrive, o Live Mesh (a aplicação ainda funciona, embora tudo indique que será descontinuada em breve, sendo que deixou de fazer parte do pacote Windows Essentials) permitia sincronizar templates do Word, assinaturas do Outlook e Favoritos do IE com apenas um clique; e, além disso, não havia qualquer pasta predefinida: podíamos sincronizar os dados de qualquer pasta do Windows.

Como utilizador de longa data do Live Mesh, procurei de imediato tentar replicar o seu funcionamento com o Skydrive. E descobri que é possível (com uma exceção) sendo apenas uma questão de inverter as coisas: “se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha”!
 
Desktop, Favoritos e Templates
 
O que proponho a quem quiser sincronizar o conteúdo do seu Ambiente de Trabalho, dos seus Favoritos e dos modelos (templates) do Word (ou outras aplicações do Office) é alterar os seus caminhos de dados predefinidos. Ou, por outras palavras, fazer com que as localizações reais destes locais virtuais apontem para uma pasta dentro da Skydrive.

O primeiro passo é criar pastas “desktop”, “favoritos” e “modelos” dentro da Skydrive:


Depois, deverá editar as Propriedades das pastas referentes ao Ambiente de Trabalho e aos Favoritos e redirecioná-las para as pastas da Skydrive que acabou de criar.
 
 

Faça o mesmo com a pasta dos Favoritos.

Se quiser, pode usar o mesmo processo para as suas pastas de Fotos, Vídeos e Documentos.

No caso dos modelos do Word, o procedimento é semelhante, mas precisa de abrir o programa para alterar o caminho de dados respetivo (o exemplo dado é para o Word 2010).

Aceda a Ficheiro>Opções>Avançadas>Geral>Localizações de ficheiro e altere o caminho para a pasta que criou na Skydrive.
 

Bibliotecas e Skydrive
 
Caso não pretenda sincronizar dados entre computadores nem alterar caminhos de pastas, poderá usar a funcionalidades das Bibliotecas, presente no Windows desde o Vista, para organizar a informação.

Para isso, basta incluir as pastas da Skydrive nas bibliotecas que pretender, sejam elas de documentos, fotos ou vídeos.

 
 

A exceção a que me referi inicialmente e que não consegui resolver foi a do sincronismo das assinaturas de email no Outlook. O problema não é saber qual a pasta onde elas se encontram, mas mudar o caminho predefinido.

Se o leitor conseguir uma solução para este problema, envie-nos e atualizaremos o artigo em conformidade.

Entretanto, aqui fica uma apresentação em vídeo do "novo" SkyDrive.
 


* Artigo originalmente publicado no site Wintech.

Domingo, 2 de Setembro de 2012

Um ecrã de 75'' por 3000 euros


No que diz respeito a televisores, tenho uma teoria muito própria: maior é sempre melhor.
O actual estado-da-arte em tecnologia de ecrãs planos garante que não há grandes diferenças de qualidade entre marcas e tecnologias (sobretudo plasma vs LCD) e a próxima mudança tecnológica - os painéis OLED - está ainda muito distante e é ainda muito cara. Além disso, no que diz respeito ao OLED, tudo indica que as primeiras gerações de painéis serão relativamente pequenas.
O que se passa com o tamanho dos televisores é que ao longo dos anos muitos foram os que nos tentaram convencer que existe um tamanho certo para a nossa sala de estar, que devemos respeitar fórmulas entre distância de visionamento e tamanho da diagonal.
Pois eu tenho notícias para vocês: esqueçam isso. O nosso ponto de referência deve ser o cinema. E no cinema nunca ninguém se queixou do tamanho da tela - a menos que não seja suficientemente grande! O mesmo acontece em casa. Num período de 3 anos passei de um CRT panorâmico Philips de 26'' para um LCD Full HD Toshiba de 32'' e para um plasma Panasonic de 50''. E só não estou arrependido de ter optado pelo modelo da Panasonic de 65'' porque o preço era três vezes superior ao de 50''...
A verdade é que a única boa razão para não termos todos um enorme ecrã na sala é... o preço. Por exemplo, o belo LCD de 75'' da foto custa uns módicos 17.000 dólares. Consegui encontrar na Amazon dos EUA um televisor do mesmo tamanho, da Mitsubishi, a um preço bastante razoável. Mas é um modelo que não se encontra à venda por cá e, de resto, a julgar pelos comentários de quem comprou, a sua fiabilidade não parece famosa.
Além disso, um televisor de 75'' (quase 2 metros de diagonal, para quem gosta de fazer contas) tem alguns problemas adicionais além da dimensão e do preço: o peso, por exemplo; e o consumo de energia. O peso é especialmente complicado, porque obriga a pensar como é que vamos instalar o ecrã (na parede ou sobre uma mesa) e torna-se um pesadelo se e quando se avariar e for preciso levá-lo a reparar.
Como conseguir então um ecrã enorme sem os problemas (e o custo) de um ecrã enorme? Eu explico.

Uma solução projectada

A minha ideia é simples: esqueçam os televisores e apostem num projector. Sim, eu sei que não é "rocket science" e que muita gente opta por esta solução, especialmente para ver filmes. Mas a minha sugestão não é a de conjugar um televisor convencional (LCD ou plasma) com uma tela, mas sim substituir totalmente o televisor pelo videoprojector.
Até há pouco tempo isto era impossível ou, no mínimo, demasiadamente complicado e/ou caro de implementar. Mas a tecnologia é uma coisa maravilhosa e o que era impossível ontem torna-se possível hoje.
Na minha opinião, o que torna um videoprojector convencional pouco prático na substituição total de um televisor é a tecnologia da lâmpada: um videoprojector demora algum tempo (30 segundos a um minuto) até conseguir projectar a imagem, devido à necessidade de aquecimento da lâmpada. E, no momento de desligar, é também necessário algum cuidado, porque a lâmpada requer um período tão grande ou maior para arrefecer (em caso de súbita falta de energia, o mais certo é a lâmpada rebentar, por falta de ventilação).
Além disso, numa utilização intensiva como é a de estar constantemente a ligar e a desligar o televisor/projector, uma lâmpada dificilmente dura mais do que dois anos - e estou a ser optimista. Pior: ao longo do seu (reduzido) período de vida, a lâmpada vai perdendo o brilho, pelo que a qualidade de imagem com a lâmpada nova não é constante. E estas são lâmpadas caras: em alguns casos, chegam a custar um quarto do preço do projector.

Projectores de nova geração

Existem já videoprojectores de cinema-em-casa com sistemas de luz baseados em LED que resolvem parte destes problemas, designadamente o on/off instantâneo e a longevidade - duram cerca de 20.000 com qualidade praticamente constante, ou seja, cerca de 10 anos em utilização regular.
Contudo, os videoprojectores LED para cinema-em-casa, sendo excelentes, são ainda muito caros (e o factor "preço" era um dos que à partido nos fez optar por este cenário). Além disso, sendo destinados a cinema-em-casa, são projector com um brilho relativamente baixo, pois assumem que as condições de visualização são as da típica sala de cinema - com pouca ou nenhuma luz.
Ora para substituirmos um televisor por um videoprojector, temos de aceitar que a sala é a nossa sala de estar normal, com variadas condições de luz, para visionamento durante o dia e durante a noite.
Há cerca de 3 anos, a Casio surgiu com uma nova tecnologia que conjuga a luz LED com a luz laser. Hoje já na sua terceira geração, esta tecnologia permite criar videoprojectores com os requisitos anteriormente descritos (on/off instantâneo, preço razoável) mas com alto brilho, o que os torna ideais para o cenário pretendido.
No caso da Casio, estes equipamentos têm apenas uma limitação, que é a de oferecem uma imagem compatível com Full HD (ou seja, podem receber sinais 1080p) mas que é nativamente 1280x800 (o que é normalmente designado por WXGA).
É previsível que a marca japonesa venha a aumentar a parada brevemente com modelos 1080p, tanto mais que a Acer acaba de anunciar um modelo, o K750, que conjuga um motor de luz híbrido LED+laser com resolução 1080p nativa, embora oferecendo um brilho que, sendo razoável (1500 ANSI lúmen), é cerca de metade do que é possível encontrar na Casio.

As peças que faltam

Claro que faltam ainda algumas peças para compormos este puzzle de 75''. A primeira é que um videoprojector não é um televisor. Eu sei que isso é óbvio, mas o que quero dizer é que um videoprojector não possui um sintonizador de TV integrado, pelo que esta é uma solução que, para funcionar, precisa de uma fonte de TV tipo Zon/Meo/Cabovisão/...
Outra coisa que é necessária - e que um televisor providencia de forma integrada - é o som. É algo que poderá ser resolvido de forma elegante com um sistema de barra de som, por exemplo (como o Cinemate 1 SR, da Bose), ou por qualquer outro sistema semelhante que nos permita ter som no plano de projecção.
Depois, é preciso pensar na forma de levar o sinal das fontes (a set-top-box, a consola de jogos, o leitor de Blu-ray...) ao videoprojector, o que poderá levantar alguns problemas logísticos adicionais. Se não puder/quiser usar cabos, uma forma fácil é usar a tecnologia wireless HDMI. A Gefen tem soluçóes interessantes, com a vantagem de que o elemento receptor suporta até três fontes emissoras.
Finalmente, acho que uma solução destas jamais ficaria completa sem uma tela decente - projectar na parede não é uma boa ideia. Há imensas marcas de telas no mercado mas uma das minhas preferidas é a belga Beamax. O modelo 10214A serve perfeitamente.
Ah, e vai precisar de um suporte de tecto, mas essa será uma das peças mais baratas.

O resultado final

O preço final de um sistema destes depende de quais os componentes escolhidos, e sobretudo do preço do videoprojector, que é a peça mais cara. Contudo, o resultado será sempre o mesmo: um sistema de imagem de grande formato - falei em 75'' porque é esse o equivalente mais razoável do lado dos televisores, mas a vantagem é que pode ser muito mais! - a uma fracção do preço de um ecrã LCD ou plasma com o mesmo tamanho.
No título referi o valor de 3.000 euros, mas claro que pode ser um muito mais ou um pouco menos, dependendo dos componentes escolhidos.
Mas em termos de preço, algum do investimento é fixo e não sujeito a desgaste (caso da tela); outro até poderá já possuir (caso do sistema de som), pelo que o custo de actualização e/ou substituição futura é apenas o do videoprojector propriamente dito.

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Nota: muitas das marcas que citei são clientes da minha empresa de consultoria, caso da Bose, da Casio, da Acer ou da SIM2.

Sábado, 18 de Agosto de 2012

Teste ao Nokia Lumia 900 - Parte 4: Conclusão



Comecei a escrever sobre o meu novo Nokia Lumia 900 há cerca de 3 semanas.
Desde então duas coisas aconteceram. Por um lado reforcei as primeiras boas impressões sobre o equipamento. Por outro, alguns dos pontos que considerava menos bons acabaram por se revelar boas surpresas.
Entre estas, descobri que afinal a bateria dura bastante mais do que inicialmente reportei – o que acontecia é que tinha três contas de email no Lumia e todas elas estavam configuradas para receber email em tempo real, o que fazia com que estivessem em constante estado de sincronização. Ao alterar as definições para irem buscar email apenas a cada 15 minutos, a bateria praticamente passou para o dobro: enquanto inicialmente não chegava a durar um dia de trabalho, agora dura cerca de um dia e meio.
Outro ponto que referi e relativamente ao qual manifestava algumas dúvidas tinha a ver mais com o operador (Vodafone) do que com a Nokia. Há três semanas verifiquei que havia já uma actualização de firmware disponível mas o Lumia tinha ainda uma versão anterior, o que me suscitou a preocupação face à rapidez com que a Vodafone em Portugal iria disponibilizar actualizações (a experiência anterior com um Nokia E75 levava-me a esperar o pior). A verdade é que há dois dias, ao ligar o Zune, surgiu a mensagem de que havia uma actualização disponível – e era precisamente o firmware que a Nokia tinha anunciado anteriormente.
Finalmente, a câmara. Escrevi anteriormente que as câmaras de todos os smartphones deixam bastante a dasejar e que a do Lumia 900 não seria excepção. É verdade e, no essencial, mantenho. No entanto, uma pequena viagem pelo Norte do país onde tive a oportunidade de usar o Lumia 900 como câmara fotográfica alternativa a uma Casio EX-ZR100 mostrou que o Nokia, se bem que não possa substituir uma boa câmara compacta em todas as situações, é capaz de captar excelentes imagens em exteriores e à luz do dia.
O mesmo se pode dizer da sua utilização em modo de vídeo. Apesar de gravar "apenas" vídeo HD a 720p, fá-lo com um bitrate extremamente elevado o que resulta em imagens de qualidade surpreendente.

O Lumia 900 e Windows Phone

A apreciação global do Nokia Lumia 900 não pode deixar de incluir o sistema operativo Windows Phone 7 (aqui, na actualização designada por "Tango"). É a conjugação do hardware e das apps da Nokia com o sistema operativo da Microsoft que oferece a experiência global.
Sobre o hardware, que já abordei na primeira parte, é de salientar algo que muitos têm salientando como sendo negativo e que, quanto a mim, é não só injusto como, sobretudo, irrelevante: o facto de este ser um smartphone (à semelhança, aliás, de todos os restantes modelos de outros fabricantes que usam a actual gegeração Windows Phone) que possui "apenas" um processador com um núcleo. Isto, quando os processadores com dois núcleos se generalizaram na concorrência (Android e iOS) e existem até modelos com processadores de 4 núcleos.
É justo reconhecermos que, mesmo que os fabricantes quisessem, a actual geração Windows Phone (7.x) não suporta processadores de mais do que um núcleo. Contudo, a verdade é esta: a experiência de utilização do Nokia Lumia 900 com um processador de um só núcleo é mais rápida e mais fluída do que a da esmagadora maioria dos smartphones com processadores de dois núcleos de outros sistemas operativos.
Quem tiver dúvidas de que assim é, basta passar por uma loja de telecomunicações que tenha um Lumia em demonstração e constatar por si próprio.

Conclusão

Estas primeiras semanas com o Nokia Lumia 900 têm sido um crescendo positivo. Cada dia que passa descubro mais uma funcionalidade interessante (como esta: quando nos ligam, caso não queiramos atender, basta virarmos o telefone para baixo para que ele desligue a campaínha e entre em modo silêncio), mais uma app gratuita útil (como o Contadores da Nokia, que permite controlar os gastos do nosso plano de telecomunicações), mais uma utilização interessante (como o Nokia Drive, que substituiu definitivamente o meu GPS Garmin no automóvel).
Sim, é verdade que a Nokia irá anunciar no início de Setembro uma nova geração de terminais baseados no Windows Phone 8. Mas isso é algo que não me tira o sono, até porque demorará ainda algum tempo até que cheguem ao mercado e, quando chegarem, teremos também de ver a que preço.
Quanto ao Nokia Lumia 900, irá ainda receber pelo menos mais uma actualização do Windows Phone, a versão 7.8, com o mesmo ecrã inicial e capacidades de personalização do Windows Phone 8.
No limite, amanhã teremos sempre mais e melhores smartphones. Mas eu estou a usar o Nokia Lumia 900 já hoje. E estou a adorar.

Teste ao Nokia Lumia 900 - Parte 2: viver com o Lumia

Teste ao Nokia Lumia 900 - Parte 3: as apps