sábado, 28 de julho de 2012

Teste ao Nokia Lumia 900 - Parte 1

Desde que a Microsoft lançou o Windows Phone, em 2010, que decidi que o meu próximo smartphone seria um modelo com este sistema operativo.
Por diversas razões que não vale a pena aqui referir, só há cerca de semana e meia me foi possível concretizar esta opção.

O modelo escolhido foi o Nokia Lumia 900, para muitos, o melhor smartphone do momento.

Neste artigo e nalguns outros que se lhe seguirão (ainda não decidi quantos...) ensaio o que classifico de "teste" ao Nokia Lumia 900 mas que é algo bem mais informal do que isso.

É, no fundo, a experiência de alguém que sempre usou telemóveis e smartpones Nokia (nos último anos um N80ie e um E75) e que, ao longo do último ano utilizou também um Acer Liquid MT com sistema operativo Android 2.3 (a.k.a. Gingerbread).

O meu Nokia Lumia 900

Achei que já que tinha esperado tanto tempo, mais valia comprar o melhor Windows Phone do mercado. Comprei o Lumia 900 em preto (claro...) e, pela primeira vez na minha vida, comprei também uma capa protectora, o que não foi fácil. Descobri uma da SBS no MediaMarkt do Estádio da Luz, que tem a vantagem de deixar o telemóvel à vista em todo o seu esplendor, mas que oferece algum grau de protecção.
Já muito se falou sobre o design industrial da Nokia com os Lumia 800 e 900 e, de facto, é algo que deixa a concorrência – qualquer concorrência – a anos-luz de distância. Pegar neste smartphone e perceber que é construído numa peça única de policarbonato (que não é pintado, mas sim da própria cor do equipamento) com um acabamento acetinado e uma relação peso/dimensões quase perfeitas, é algo de verdadeiramente especial.

Li já várias reviews que consideram o Lumia 900 demasiado grande (o ecrã tem 4,3'', contra 3,5'' do iPhone), mas sinceramente não acho – embora o tamanho de um smartphone seja claramente uma questão de gosto pessoal.

Há poucos dias, num almoço com um amigo meu que está a testar um Lumia 800, cujo ecrã tem 3,7'', notei que a diferença é de facto substancial. Os cínicos poderão apontar o facto de que as dimensões são diferentes mas que a resolução é a mesma (480x800) em ambos. Mas isso faz tanto sentido (isto é, nenhum) como dizer que ter um televisor Full HD de 32'' é o mesmo do que ter um televisor Full HD de 50'', porque ambos têm a mesma resolução.

Além disso, o Lumia 900 (tal como o Lumia 800) utiliza tecnologia AMOLED que oferece negros profundos e cujo salto em qualidade face a ecrãs LCD mais convencionais é absolutamente visível. E o ecrã é algo que claramente atrai olhares de muita gente que me tem abordado e pergunta se "esse é que daqueles Nokias novos".

E já que comecei a comparar o Lumia 800 com o 900, é bom salientar que existem certos pormenores que provam que a Nokia corrigiu algumas decisões de design menos felizes, sendo a mais evidente o facto de a interface microUSB do Lumia 900 não estar, ao contrário da do seu irmão mais novo, escondida sob uma porta que nos dá a impressão de se ir partir, mais cedo do que mais tarde.
Outras diferenças entre o 800 e o 900 incluem a presença de uma câmara frontal, que já experimentei com o Skype (e também com uma app que simula um espelho), com excelentes resultados; e algo que não é visível mas que é útil para apps como o Microsoft Photosynth: um giroscópio interno.

A rede Vodafone, locked vs branded

O contrato que tenho com a Vodafone permitiu-me adquirir o Nokia Lumia 900 a um preço inferior ao que teria de pagar caso o comprasse "desbloqueado" – e que, à data de lançamento, era de €599 em Portugal (mesmo assim, bem mais acessível do que os €729 que um iPhone 4S de 16 GB custava, à mesma data, igualmente livre de operador).
Contudo, reconheço alguma ansiedade por esta opção. E explico porquê.

A ideia de um telemóvel ou smartphone "bloqueado" a uma determinada rede não é nova. COmo sabemos, permite que um equipamento seja vendido a um preço inferior ao normal, porque o operador ao qual está bloqueado irá recuperar o dinheiro com o preço dos serviços cobrados ao utilizador.

Contudo, estes equipamentos não só são bloqueados a uma determinada rede (operator locked) como são também branded a esse operador. Quer isto dizer que o um Nokia Lumia 900 comprado à Vodafone em Portugal não é... um Nokia Lumia 900 mas sim um "Nokia Lumia 900 Vodafone PT" ou coisa que o valha.

Porque é que isto é importante? Porque quando a Nokia lançar atualizações de firmware para o Lumia 900, estas só ficarão disponíveis para o meu Lumia quando a Vodafone em Portugal assim o entender e se o entender.

Poderão perguntar, "mas oh António, porque é que a Vodafone haveria de não deixar actualizar o teu Lumia 900?" Boa pergunta. A resposta poderá ser algo como "pela mesma razão que não deixou actualizar o meu Nokia E75, que ficou sempre com o firmware original mesmo quando a Nokia já tinha lançado várias actualizações importantes, quer de estabilidade e bugs quer até com novas funcionalidades."

No caso do meu Nokia E75, a operação de "unbranding" foi fácil de fazer, após a qual pude actualizá-lo. Mas sinceramente espero não ter de fazer nada que viole a garantia do meu Lumia para ultrapassar eventuais problemas que espero que a Vodafone (não) me venha a causar.

Para já, dou o benefício da dúvida, mas não posso deixar de constatar que já existe um firmware para o Lumia 900 mais recente do que aquele que a minha máquina possui e, até agora, não foi possível fazer qualquer actualização (a nova é 2175.2101.8779.12201 e a do meu Lumia é 2175.1601.8773.12141. Isto começa mal...
EDIT em 16/8/2012: Ontem, dia 15 de Agosto, o Zune tinha uma actualização de firmware à minha espera, precisamente esta 12201 a que me referia. Nice...

E já que estamos a falar da Vodafone, não gostava de deixar passar em claro o anedótico "Vodafone Hub" que tem posição saliente no ecrã principal do Lumia 900 e ao qual... só podemos aceder através da rede 3G e não via Wi-Fi! A sério. Claro que já o desinstalei, porque uma funcionalidade que só serve para encher os bolsos do meu operador, a mim não me serve para nada.





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